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Coisas não explicitamente proibidas para as nações, não aconselháveis!



Escritos dos Sábios de Israel acerca do Egito e Canaan:


O livro Torat Kohanim é conhecido comumente como um dos "midrachê halakhá" - ou seja - fontes pré-talmúdicas para a halakhá, cujos escritores eram ainda membros do Sanedrin, cuja transmissão oral do recebido no Sinai fora ininterrupto até o selar do Talmud pela última geração dos amoraim.

Os midrache halakhá são lembrados por todo o Talmud. São fontes fidedignas e claras, decisões de tribunais e cousas transmitidas de geração em geração até o período talmúdico pelos anciãos, pelos profetas, por seus herdeiros do período pós-exílio - os rabinos, até o selar do Talmud por Rabina e Rab Achê. Trata-se de escritos que trazem as cousas recebidas oralmente pelos setenta componentes do corpo jurídico hebraico que perdurou desde os dias de Moisés até o selar do Talmud. Estes escritos foram compilados pelos alunos de Rabi judá ha-Nassi, descendente de Rabban Gamliel, que compilou a Michná. O interesse dos alunos dele na compilação de tais obras - ajudar ao povo a entender o conciso livro da Michná, que trazia a Lei Oral a todo judeu na época mais crítica de nossa história, quando os exércitos romanos nos exterminavam, nossos órfãos e viúvas buscavam refúgio no exterior de nossa Terra, sendo pouco a pouco esparso nossa nação até os confins do mundo. Estes livros seriam nossa ajuda para não deixar cair no oblívio o que nos fora outorgado oralmente no Sinai, bem como o que fora decreto e resolução dos sábios e profetas em cada geração em seus tribunais.


Obrigação da mulher hebréia de manter coberta sua cabeça
- de onde provém?


As mulheres judias mantém obrigatoriamente a cabeça coberta com um lenço - pelo que está dito que devem diferenciar-se do que era vigente no Egito. Os Sábios dizem no livro Torat Kohanim:
"...Homem casava-se com [outro] homem, mulher casava-se com [outra] mulher, e mulher casava-se com dois homems, e andavam [as mulheres] com cabeça descoberta..."

A decadência moral vigente no Egito antigo foi previsto no Torat Kohanim. Os Sábios afirmam que a última geração (pouco antes do intróito da era messiânica) chegarão ao mesmo ponto que chegaram os egípcios em suas concupiscências. Isto, como pode ser comprovado por qualquer pessoa dotada de intelecto, aparece em nossos dias em todo país que se vê como "moderno", como "evoluído". O copiar as grandes nações, as reconhecidas potências no mundo hodierno, se vê por toda parte. Nenhuma nação que se preza deixa de seguir os parâmetros deixados pelos grandes países e metrópoles. O homossexualismo (masculino ou feminino) é na atualidade propagandeado pelos filmes da grande Hollywood, e os casamentos entre pessoas de mesmo sexo tidos como algo absolutamente normal e perfeitamente aceitável em diversas nações, mesmo pelo código penal. Tornara-se rotina, tornara-se comum. O povo não sabe diferenciar entre o "comum" e o "normal". Muitas vezes "comum" e "normal" soam como sendo diferentes palavras para uma mesma coisa.

Apesar de entre os homens ser a proibição do relacionamento sexual explícita no código dos filhos de Noé, percebe-se claramente o que traz o lesbianismo, e a que conduz. A decadência moral não culmina aqui. Nem no feminismo, raiz de todos os males da humanidade, falta de humildade entre os seres humanos de saber reconhecer cada um seu papel - o homem feminista por seu lado - a mulher feminista por outro, e o mundo pouco a pouco enche-se da influência psicológica causada nos jovens, futuramente adultos. Passo a passo, tudo volta. A história repete-se.

O segundo quaternário (arcanos citados na página precedente), reza:

"O gênero humano é um só... não devem existir desigualdades entre o homem e a mulher... Um dia a [ordem mística secreta cita-se aqui por seu próprio nome] porá a mulher no mesmo pé de igualdade ..."

A pessoa cônscia do que está explícito na criação acerca do
Ísis e Hórus
"grande luzeiro" e "luzeiro menor" - o "sol" e a "lua" entende que nada tem isto a ver com "Osíris" e "Ísis" - senão com as funções a serem preenchidas por cada um no lar. Toda nação na qual hajam dois reis - seu fim será a perdição e o exício total. O mesmo no lar, e na moral humana geral.

Portanto, todas estas práticas - ainda que não explicitamente trazidas nas leis de Noé - não é bom que ninguém se entregue a elas. Seja o lesbianismo, seja o feminismo, seja as demais condutas que prejudicam o gênero humano da pessoa em particular e da nação em geral.

Buscando alertar sobre coisas permitidas, mas que conduzem ao perigo pessoal e deturpação geral do gênero humano (na qual cada um pagará segundo sua participação e influência) conta-nos a Torá sobre Noaĥ e o que cuidara de fazer imediatamente após o dilúvio: plantar uvas para embedar-se. Era-lhe permitido; mas, o que fizera seu neto trouxe o mal para toda a humanidade pela influência geral, física e espiritual. Tal poderia ser evitado. Acerca disto, existe para os hebreus a máxima dos Sábios no Talmud: "Santifica-te no que te é permitido!"
Como podemos afirmar tais coisas sem medo de estar errados, como que proibindo cousas permissivas para as nações segundo o que não encontra-se nas Leis dos Filhos de Noé? Nós, os hebreus recebemos no Sinai acerca de cada um de nossos preceitos explicações de como fazê-los, alguns deles com alusões acerca de seu feitio no escrito na Torá, e outros, através da Chemu'á. Surge a pergunta: que coisas recebera Noé de Adam, recebidas de Deus, transmitidas de geração em geração até o dilúvio?

(Aperte aqui para prosseguir o estudo!)

União Sefardita Hispano-Portuguesa
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