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טוב טעם בעברית

Te'amê EME"T


Cantilações da Torá
(Te'amê ha-Miqrá)

(Sl 119:66)

Rabino Salomão David Israel de Oliveira
in memoriam

Buscando trazer o progresso ao estudante em nossas páginas, trazemos para nossos visitantes os sinais de entonação da leitura da Torá, conforme o costume hispano-português, trazido em aulas ("links" acima, por sequência). É importante lembrar aqui a existência de um opúsculo sobre o assunto intitulado Tub Ta'am, compilado em Amsterdam pelo rabino Salomão de Oliveira, comumente publicado em conjunto com o livro Darkê No'am. O livro "Tub Ta'am" cuida explanar detalhada e concisamente o valor dos te'amim, e a diferença entre os usados na Torá e nos profetas daqueles que aparecem nos Salmos, Lamentações e Provébios.

Nossas aulas são gradativas. Ensinamos aqui pouco a pouco os te'amim, à medida que se juntam uns aos outros. Aconselha-se que o aprendiz tenha em sua mão um exemplar da Torá (ĥumach) e busque as frases nas quais constam os mesmos sinais, tentando ler e juntá-los pouco a pouco.

Estes são os modos dos te'amim e dos vinte e um Livros Sagrados, que são cantados e prazeirosos, e trá-los-ei perante ti por sete formas, assim como esses que fazem parte dos livros [chamados] EME"T.

Zarqá - Segoltá - vêm sempre juntos, acompanhando um ao outro. Quanto ao chalchêlet, virá sempre sozinho, como um rei. Assim também é a tirsá, que vem sem nobre e sem servo. Após este, virão chenê gerichin, tebir, e também zaqef qaton , ou zarqá.

Azlá - gerich e rebí'a - virão sempre um após o outro, acompanhando-se mutuamente. Às vezes, vêm [separadamente] cada qual por si. E costuma haver maarikh depois de azlá. E, em vários casos, tebir depois de rebi'a. Aos chenê gerichin se dirigem, e não a zaqef gadol, mas às vezes, continua [após ele] o tebir.

Dargá-tebir - servirá [o tebir ao dargá] quando houverem dois pontos entre ambos. E, caso haja entre eles apenas um ponto, virá maarikh em lugar de dargá. Também poderá ocorrer que venha o dargá sem tebir. Terê ta'amê equivale a tebir

Pazer gadol - talchá - continuará após estes: azlá - gerich e rebí'a. Quanto à tirtsá - esta vem sem um servo diante de si, e nela há interrupção [de leitura]. Antes da talchá deve vir também iarêiaĥ ben-iomô - qarnê fará.

Passêq - costuma trazer [consigo] chofar holekh na mesma expressão, ou maarikh ou azlá, para dar-lhe expressividade. Também pode vir com dargá. Na maioria das vezes, virá após ele rebi'a, também gerichin, e pazer gadol ou zarqá. Quanto ao rabi'a, se for precedido por dois [sinais de] chofar holekh no primeiro deve haver passeq.

Chofar mehupakh - qadmá - zaqef qaton - isto será em caso de haver um ponto entre eles. Mas, caso não haja entre eles um ponto, em lugar de chofar mehupakh virá maarikh. E, às vezes, poderá vir ietib em lugar de qadmá em palavra curta, ou paroxítona. Também, após o qadmá, e há qadmá sem presença de chofar mehupakh. Antes do chofar mehupakh, porém, virá azlá, mas se este vier após rebí'a, será qadmá. O zaqef gadol pode vir após zaqef qaton, assim como em princípio de versículo, como chenê gerichin. Terê qadmin virá para assinalar a leitura da palavra paroxítona, como costumaram fazer os sinalizadores da antiguidade no uso do zarqá - segoltá, talchá e tirsá. Na atualidade, esse costume foi abolido, ficando somente com o uso de terê qadmin.

maarikh - tarĥá - atnaĥ - antes de atnaĥ virá chofar holekh, e antes de sof passuq, virá maarikh (*). Mas não em EME"T, onde haverá também chofar holekh antecipado a sof passuq, a não ser no caso de ser antecipado por garich - rebi'a, quando será maarikh. Jamais encontrarás senão um único [sinal] atnaĥ em cada versículo, sendo que às vezes nem sequer haja. Entrarão entre estes, bem como entre todos, maqaf e ga'iá. O maqaf vem para ligar as palavras em mesma leitura, e a ga'iá para indicar a tonalidade na leitura de cada palavra.

A letra que tem pronúncia forte e a que tem pronúncia lene, conhecida é de todos, e o sinal do lene é um traço reto sobre a letra. Não costuma-se usá-lo atualmente, senão raramente, em casos de extranheza na forma da palavra que [por lógica] deveria ser forte, ou levar mapiq, que é um ponto dentro da letra [].

Conhece esta regra: Ao vir uma palavra oxítona antes de uma palavra pequena ou antes de uma paroxítona, levará o acento paroxítono, como 'ássa-cham, e "'assá" interrompe [devido ao câmbio da posição de seu acento atônico]. Se, porém, antecede a um "chevá", lê-se como proparoxítona, como por exemplo: "iíchpetu hem" (Ex 18:22) , ou "iíchmeru dá'at" (Ml 2:7). Mas, há casos que fogem à regra.

Agradecemos especialmente ao famoso ĥazan holandês Abraham Joseph Lopes Cardoso, o qual propagara o ensino da cantilação sefardita da Torá conforme conservada em Amsterdam desde o levantamento da comunidade hispano-portuguesa naquele país, no século xv.


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