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Capítulo 9

01 Quem panificar a quantidade equivalente a uma "gerogêret", é passível. Tanto o que panificar quanto o que cozinhar o alimento ou as tinturas, ou o que esquentar água: é tudo um mesmo caso. A medida para o esquentamento da água: a quantidade suficiente para lavar com ela um membro de uma criança. Quanto à medida para o cozinhamento das tinturas, o suficiente para que estejam adequadas para a coisa para o qual são cozidas.

02 Se alguém colocar um ovo ao lado do recipiente aquecedor de água, e este for cozido, é passível, pois o cozinhar no calor gerado pelo fogo é equiparado ao cozinhar no calor do próprio fogo. De modo similar, quem derramar água quente sobre "Qôlias ha-ispanin" - que é um peixe fino e demasiadamente macio, é passível - pois sua lavagem com água quente é o término de seu cozinhamento. Assim, tudo o que se assemelhe.

03 Se alguém quebrar um ovo sobre um tecido quente ou sobre a areia ou pó dos caminho, que são quentes devido ao calor solar, mesmo que este se asse, é patur, pois o calor gerado pelo sol (*) não é o mesmo que o calor gerado pelo (*) fogo. Mas, decretaram proibição, devido ao calor gerado pelo fogo. Assim também o que cozinhar nas caldas de Tiberíades, e em semelhantes, é isento.

04 Se um proporcionar o fogo, outro colocar a lenha, outro colocar a panela, outro a água, outro a carne, outro o tempero, e outro revolver [o conteúdo da panela] - Todos são passíveis por cozinhamento - pois todo o que fizer algo do que for necessário para o cozinhamento, efetua a ação de cozinhar. Mas se um colocar a panela, outro despejar nela a água, outro colocar a carne, outro os temperos, e vir um e colocar lenha no fogo, e outro revolver o cozido, somente os dois últimos são passíveis por cozinhar.

05 Se alguém colocar carne sobre brasas e esta assar-se na quantidade equivalente a um figo seco - mesmo que seja em dois ou três locais (*) diferentes - este é passível. Se não assar-se a carne a quantidade de um figo seco, mas fazer-se cozida médio cozinhamento, é também passível. Se cozinhar-se a carne médio cozinhamento em apenas um dos lados, é isento, até que vire-a para o outro lado e cozinhe-se médio cozinhamento por ambos os lados. Quem esquecer e colocar pão para assar no forno no chabat, se lembrar-se que fizera algo proibido, permite-se que retire-o antes de sua panificação.

06 Quem fizer derreter um metal, ou quem aquecer o metal até que se torne uma brasa, efetua uma ação derivada de cozinhamento. Do mesmo modo o que derrete a cera, ou o sebo, ou o piche, ou o asfalto, ou o enxofre e semelhantes, efetua derivação de cozinhamento. De modo similar o que cozinhar utensílios de barro até que tornem-se louça, é passível por cozinhar. Regra geral: tanto o que queimar de algo duro no fogo, ou o tornar duro algo mole, é passível por cozinhamento.

07 Quem tosquiar a lã ou o pelo - seja de animal silvestre ou campestre, do vivo ou do morto, e mesmo simplesmente da pele deles já separada do corpo - é passível. E, qual a medida para que se torne passível quem tosquiar? - o suficiente para a fabricação de um fio cujo comprimento é equivalente à largura de um "sit" duplo. Qual a largura do "sit"? - o suficiente para retesar um fio desde o polegar ao dedo indicador, ao abrir o espaço entre eles o máximo possível. Aproxima-se esta medida a dois terços de uma "zêret". Quem depenar uma asa de ave efetua a ação de tosquia. O que trançar a lã de um animal vivo é patur pois não há nisto forma comum de tosquia, nem há nisto forma comum de embranquecimento da lã, nem tampouco de trançar para fazer fios.

08 Cortar unhas, cabelo, bigode ou barba é "toladá". Isto, se retirar [cabelo, bigode, barba ou unhas] com uso de utensílios. Mas se fizer pelas próprias mãos, seja para si ou para outrem, é patur. De modo similar, é isento o que cortar um calo de seu corpo - seja com a mão ou com uso de utensílio, seja para si ou para outrem - é isento. No Templo, é permitido cortar o calo com a própria mão, mas não com utensílio. E, se for seco, pode cortar mesmo com utensílio, e exercer sua função [sacerdotal].

09 Corte de cabelo com utensílio - qual a medida para que a pessoa seja passível? - dois fios de cabelo. Mas, se tirar cabelos brancos dentre os pretos, mesmo que seja um só, é passível.

10 Em caso de uma unha se desgarrar em sua maior parte, ou de pequenos filetes de pele desgarrados em sua maior parte - caso estejam levantados e causando angústia - pode-se tirar com a própria mão, mas não cortar com utensílio. E se tirar com uso de utensílio, é patur. Se, entretanto, não causam angústia, é proibido tirar, mesmo com a mão. E se não estiver [a carne ou a unha] desgarrada em sua maior parte, mesmo que lhe cause angústia - é proibido tirar por sua própria mão - e, caso tirar com utensílio, é passível.

11 Quem esbranquiçar a lã, o linho ou o carmesim, e tudo o que se assemelhe a estes em concernência à forma de alvejá-los, é passível. Qual a medida para a passibilidade? - o suficiente para fabricar um fio cujo comprimento seja equivalente ao dobro de "sit", que são quatro "tefaĥim". Lavagem de roupas é derivado do trabalho de embranquecer, pelo que quem o fizer é ĥaiav. Quem torcer a roupa até tirar dela a água efetua [algo do] trabalho de lavagem, pelo é passível, pois torcer faz parte dos elementos necessários para a lavagem, assim como o revolver a panela faz parte das ações necessárias para o cozinhamento. Não há trabalho de torcedura no que concerne ao cabelo, e a mesma lei é também para a pele, sobre a qual não há passibilidade por torcer.

12 Quem cardar a lã, o linho ou o carmesim, e semelhantes, é passível. Qual a medida para a passibilidade? o suficiente para que se faça um fio cujo comprimento seja quatro "tefaĥim". O que o faz com tendões para que se tornem semelhantes à lã para que se tornem apropriados para deles fazer fios, realiza ação derivada de cardar, e é passível.

13 Quem tingir um fio cujo comprimento for quatro tefaĥim, ou qualquer coisa do qual seja possível dele fazer um fio assim, é ĥaiav. O que tinge não é passível enquanto não tingir com algo que possa a tintura subsistir. Se, porém, tingir com algo no qual não há subsistência alguma, como por exemplo se alguém pincelar com "seraq" ou "chachar" sobre ferro ou cobre, e tingir, é este patur, pois por aquele momento estará tingido, mas nada da tinta subsistirá. Tudo cuja ação não se subsista no chabat, o que efetuar é isento.

14 Se alguém produzir a tinta em si, é isto ação derivada de tintura, pelo que é ĥaiav. Por exemplo: se alguém colocar "qalqanatos" em "mê-'afatsá", produzindo o negro, ou anil em sumo de açafrão, produzindo o verde, e assim tudo o que se assemelhe a estes casos. Qual a medida [para que seja passível]? - o suficiente para tingir um fio de quatro "tefaĥim".

15 Quem fiar o comprimento de quatro "tefaĥim" de qualquer coisa do qual possa-se fazer fios, é ĥaiav. Tanto faz se fiar de lã, ou do linho, ou de cabelo, ou de penas, ou de tendões, ou tudo o que se assemelhe a estes. O feitio do feltro é "toladá" de fiar, pelo que é passível quem o fizer. Isto, no caso em que fizer feltro do qual seja possível fiar dele quatro "tefaĥim" em largura mediana.

16 Quem retesar dois fios no tear é ĥaiav. Quem fizer uma peneira, uma joeira, um cesto, um enredado ou tecer uma cama de cordas, efetua uma ação derivada de tear, e a partir do momento em que fizer duas casas como uma só de todos estes é passível. De modo similar, todo o que fizer duas casas de algo do qual se faz casas conforme estes, é passível.

17 O costume dos tecelões é retesar os fios antes do tecer no comprimento da cortina e na largura. Dois seguram ambas as extremidades, e um bate com uma vara os fios, juntando-os corretamente um ao lado do outro, até que se faça o tecido todo vertical sem horizontal. Retesar os fios segundo a forma dos tecelões é o fazer a tela, e este que retesa é o chamado "mossêkh". Quando dobram a tela, e principia um deles a meter os fios entre os outros na horizontal, este chama-se tecedor.

18 Quem efetuar o trabalho do "mossêkh" é passível. Esta é a ação-raiz". O bater nos fios para que se desenrosquem e juntem-se consertadamente é derivado do trabalho de "mossêkh". Qual a medida [para a passibilidade]? - desde que conserte a largura de dois dedos. De mesmo modo, o que tecer dois fios na largura de dois dedos, é passível. Tanto se fizer a ação de tecer a princípio, e se a roupa já encontrar em parte tecida, e tecer sobre o tecido, a medida é dois dedos. E, se tecer um fio só e terminar a roupa, é passível. Se tecer na extremidade da cortina dois fios na largura de duas casas, é passível. A que isto se assemelha? - a alguém que tecer um pequeno cinto com a largura de três casas.

19 O que ordena os fios e os separa uns dos outros no momento da tecelagem, efetua uma ação derivada deste trabalho. Assim também o que trança fibras, executa uma ação derivada de tecelagem. A medida [para passibilidade]: desde que trance no comprimento de dois dedos.

20 Quem romper dois fios, é ĥaiav. O que executa a ação de ruptura é aquele que separa o tecido. Seja no caso em que retirar o fio horiontal do vertical, ou que fizer passar o vertical sobre o horizontal, este efetua ruptura, e é passível. Isto, desde que não esteja fazendo estrago, senão tenha a intenção de consertar, como fazem os que costumam cerzir as roupas das mais levianas, que rasgam para em seguida cerzir, tornando a tecer os fios partidos, até que se façam os dois panos ou os dois farrapos uma única peça. O que destrói um trançado para consertar, executa uma ação derivada de ruptura. Sua medida [para que seja passível] é a mesma do ruptor.


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