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01 Um sábio velho em sabedoria, assim também um nassi ou um líder de um bet-din nos quais haja mal odor - não se declara sobre eles nidúi jamais, a não ser no caso de haverem agido como Jeroboam ben-Nebat e seus amigos. Porém, quando houverem feito outras classes de transgressões - devem ser golpeados ocultamente, pelo que está escrito: "Tropeçaste hoje, contigo tropeçou também o profeta à noite ..." - Os 4:5 - apesar de haver tropeçado, fora coberto pela noite. Dizem-lhe: "honra-te, e fica em tua casa!".
02 Igualmente - todo sábio sobre o qual incorre razão de nidúi - é proibido para um bet din chegar a declarar o nidúi rapidamente. Ao contrário, todos devem fugir disto, escapando [de ser o declarante]. Os Sábios [do talmud] se gloriam de não haverem jamais estado em um bet din que declarasse nidúi sobre algum sábio de Torá, apesar de haverem condenado a malqut, caso hajam incorrido nesta penalidade. E, mesmo [à penalidade chamada] macat mardut, reúnem-se para julgá-lo [em caso que seja passível, e apesar de ser um sábio].
03 Como é a declaração do nidúi? - Dizem: " - Fulano está em chamtá. Caso hajam feito em sua presença - dizem: " - Fulano este...". Quanto ao ĥêrem - dizem: " - Fulano é muĥram! É ele maldito, nele há maldição, nele há juramento, nele há nidúi!"
04 Como se desfaz o nidú, ou o ĥêrem? - dizem-lhe: " - És permitido [para que falem contigo], e estás perdoado [do que te foi motivo de nidúi]!" Caso não o façam em sua presença - dizem: " - Fulano - é ele permitido e está ele perdoado!"
05 Como deve agir aquele sobre o qual recai o nidúi, e os demais em relação a ele? - ele está proibido de cortar o cabelo e lavar suas vestes, como o enlutado, durante todo o período de seu estado de nidúi. Não pode fazer parte de bênção grupal após o comer pão, nem preencher o quórum para toda coisa na qual sejam necessárias dez pessoas [por exemplo: reza pública]. não podem sentar-se em sua companhia na proximidade de quatro côvados. Contudo, ele pode ensinar aos demais [Torá], bem como aprender de outros. pode ser assalariado, e assalariar. Caso morra em seu estado de nidúi - o bet din deve apedrejá-lo - por haver sido apartado do povo. É desnecessário dizer que não se diz o hesped sobre ele, nem acompanham seu enterro.
06 Mais que este - o que tem ĥêrem - não pode ensinar Torá, nem podem ensinar-lhe. Contudo, pode este ensinar-se a si próprio, para que não esqueça seu estudo. Não pode ser assalariado, nem pode assalariar. Não pode comprar ou vender, nem se negocia com ele, a não ser o mínimo, para seu sustento.
07 Quem esteja em nidúi por trinta dias sem pedir que se desfaça seu estado de nidúi - fazem-no uma segunda vez [acrescentando-se-lhe mais trinta dias]. Após os segundos trinta dias - caso não haja pedido que desfaçam sua situação - declaram sobre este ĥêrem.
08 Quantas pessoas são necessárias para desfazer o nidúi ou o ĥêrem? - três pessoas, mesmo [sendo estes pessoas] simples. Um sozinho que seja especializado no assunto - pode desfazê-lo. Um aluno pode desfazer o nidúi ou o ĥêrem, mesmo em lugar de seu rav.
09 Três que declararam nidúi e se foram - havendo este sobre o qual declararam abandonado as coisas pelas quais o fizeram - podem vir outros três e desfazer [seu nidúi]. Quanto ao que não sabe que declarara nidúi sobre si, deve ir ao nassi - este desfará.
10 Nidúi sob condição: mesmo por sua própria boca - é necessário ser desfeito. Um sábio que haja declarado nidúi sobre si próprio - mesmo que seja segundo a forma de pensar de terceiros - e mesmo que incorra em caso sobre o qual merece o nidúi - pode desfazer para si mesmo.
11 Alguém que fora declarado sobre si nidúi em sonho - mesmo sabendo quem fora o declarante - necessita dez pessoas que estudiosas de halakhá para desfazê-lo caso não haja encontrado, deve esforçar-se mais até pelo menos uma parsá em sua procura. Não havendo achado - podem fazê-lo dez que estudam michná. Não encontrando como estes, procure estudantes de Torá escrita, que já saibam ler. Não havendo encontrado, desfazem para ele mesmo dez que [ainda] não sabem ler. Não encontrado dez, fá-lo-ão até mesmo três.
12 Quem a ele declararam nidúi em sua presença - não podem desfazer senão em sua presença. Caso hajam feito em sua ausência - podem desfazê-lo, seja estando presente, seja ausente. E nada há entre o nidúi e sua desfeita, [que impeça que seja desfeito], senão pode este ser declarado e desfeito num mesmo instante, havendo retornado a pessoa sobre a qual recaíra o nidú para o bem. Se, porém, vira um bet-din que alguém deve ser deixado em nidúi, mesmo por alguns anos - fazem-no, de acordo com a iniquidade deste.
13 Similarmente - se acharam que devem determinar sobre alguém ĥêrem, e declarar ĥêrem também sobre todo o que venha a comer e a beber em sua companhia, ou que se mantenha em sua proximidade dentro de quatro côvados - fazem-no, para fazê-lo sofrer - e para levantar uma barreira de proteção em torno da Torá, que não a derrubem os pecadores.
14 Apesar de haver permissão para todo sábio que declare nidúi sobre alguém em defesa de sua honra própria - não é algo louvável para um sábio que se mantenha agindo assim, senão deixando de dar ouvidos para o que dizem os incultos de Torá, sem dar-lhes atenção, como disse Salomão por sua sabedoria: " - Também concernente a tudo o que disserem, não dês atenção ..." - Ec 7:21.
15 Assim era a forma de agir dos antigos homens pios: ouviam sua desonra, e não respondiam, e não somente isto, senão perdoavam ao insultador [no momento da insulta] e desculpavam-no. Os grandes sábios se gloriavam por seus bonitos feitos, dizendo que jamais alguém foi posto em nidúi ou ĥêrem por sua causa. Este é o caminho a ser seguido pelos sábios, no qual é apropriado trilhar.
16 Em que caso? - Se o que fora feito foi em secreto. Mas, caso hajam desonrado a um sábio de Torá em público - está este sábio proibido de perdoar por sua honra. Caso o faça, é castigado, porquê [não trata-se de sua desonra, senão da] desonra da Torá: ao contrário, deve ser neste caso vingativo e rancoroso em muito, como uma serpente, até que venha este a pedira seu perdão, e então, perdoá-lo-á.
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