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01 Para comer pão sobre o qual se bendiz
"...ha-motsi...", é preciso
lavar das mãos,
antes de comer,
e após. Mesmo em tratando-se de pão de
"ĥulin", mesmo que não se achem suas mãos sujas, e mesmo que
não estejam impuras, não coma, até lavar ambas as mãos.
Assim também, todas as coisas
mergulhadas em líquidos, precisa lavar as mãos antes.
02 Todo o que lava as mãos, seja para alimento, para recitar o chemá,
ou para a oração, bendiz antes
"...acher qidechánu bemitsvotav, vetsivánu 'al netilat iadáim!
, pois é um preceito dos Sábios, sobre a qual a Torá nos ordenara ouvir
conforme está escrito:
"...Segundo a legislação que eles te ordenarem..."
(Dt 17:11). Quanto a
máim aĥaronim, não se bendiz,
por ser seu decreto
devido a caso de periculosidade, pelo que a pessoa deve ser
extremamente cuidadoso a seu respeito.
04 Se efetuar medidas de quantidade de sal, é preciso após ele
lavagem de mãos
após o ingerir, pois pode haver
sal sodomita, ou sal cuja natureza seja parecida
com o sal sodomita, e se passar as mãos sobre os olhos, tornar-se-á cego.
No acampamento são isentos de lavar as mãos antes do comer,
devido à ocupação bélica, mas obrigados
a lavar após os alimentos, por razão do perigo.
10 Toda água desconsiderada por um cão como sendo apta para ser sorvida - por exemplo: por ser amarga ou salobre, ou feia, ou mal cheirosa, até o ponto de um cachorro não beber dela - caso se ache em utensílio, é inapta; no chão, aptas [para purificação] pelo mergulhar nelas as mãos. A água quente de Tiberíades, em seu local natural, pode-se mergulhar nela as mãos; se, porém, lavar com ela a partir do despejo de um utensílio, ou por abrir nela um sulco para outro lugar, não pode ser usada, nem para a lavagem anterior, nem para a posterior, por não serem aptas para serem sorvidas por um animal.
11 O que despeja a água, é melhor que faça-o de pouco em pouco, até completar a medida. Mas, se despejar toda a revi'it de uma vez, é-lhe suficiente este ato. Podem lavar quatro pessoas, ou cinco, um ao lado do outro, ou com uma mão por sobre a do outro, isocronamente, com uma só lavagem, contanto que estejam as mãos separadas uma da outra, podendo passar a água entre elas. Deve haver nesta lavagem um revi'it para cada pessoa.
12 Não se lava as mãos utilizando-se de paredes de utensílios, nem tampouco de bordas do "máĥats", nem em porcelanas, nem em lacre de barril. Se, porém, consertar o lacre para que possa ser usado como utensílio de lavagem de mãos, pode ser usado. Similarmente, ĥêmet, após ser consertado: pode ser usado para a lavagem das mãos, porém um saco [comum] e caixa, mesmo após haverem sido consertados, não podem ser usados para a lavagem [ritual] das mãos. Não pode despejar uma pessoa a outra da concavidade de suas próprias mãos, por não serem suas mãos um utensílio. Todo utensílio que se quebrar de forma que isto o purifique de casos de impureza, não serve para o uso em lavagem de mãos, por serem considerados cacos de utensílios.
13 Todos os utensílios podem ser usados para a lavagem das mãos. Mesmo utensílios feitos de excrementos ou de barro, desde que estejam em sua plenitude. Quanto a todo utensílio que não pode conter a quantia de uma revi'it, não serve para ser usado para a lavagem das mãos.
14 Todas as pessoas podem despejar a água para a lavagem das mãos. Até mesmo um surdo-mudo, um insano mental e um menor de idade. Se não houver ninguém que o faça, pode colocar o utensílio entre os joelhos, e despejar sobre suas próprias mãos, ou entorne o recipiente sobre suas mãos, ou despeje de uma sobre a outra, e volta a despejar da segunda sobre a primeira em seguida. Um símio pode fazer a lavagem das mãos [para uma pessoa]. 15 A leiva, para a qual a pessoa pessoa tira água - por suas próprias mãos ou através de uma roda, afim de nela despejar - por onde corre a água e rega as verduras, ou é disposta para os animais: se mergulhar nela suas mãos, e a água em seu transcurso lavar-lhe-as, não serve esta lavagem, por não haver um despejador. Se, porém, estiverem [suas mãos] próximas ao despejo do balde [do qual se enche a leiva], sendo lavadas por intermédio da força do despejo de uma pessoa, serve-lhe esta lavagem. 16 A água acerca da qual estiver em dúvida se com ela foi feita alguma obra, ou se não; se há nela a medida apropriada [para lavar as mãos], ou se não há; se encontram-se puras, ou se impuras; se é incerto se lavou as mãos, ou se não: em todo caso de dúvida, estão suas mãos puras, pois em concernência à lavagem das mãos a situação duvidosa é determinante de pureza. 17 Ao efetuar "máim richonim", é necessário suspender as mãos, evitando que volte a água do pulso para a mão, e a impurifique; quanto a "máim aĥaronim", deve entornar as mãos, para que saia delas todo o sal. "Máim richonim": pode ser feita esta lavagem sobre utensílios ou sobre o solo; Quanto a "máim aĥaronim", não pode ser feita sobre o solo. "Máim richonim": pode ser feita tanto em água esquentada no fogo, ou em água fria; "máim aĥaronim", não pode ser feita em água quente, isto caso a mão se escalde nelas, pois nesse caso não eximem a sujeira, pois não será possível esfregá-las uma na outra. Mas estando a água morna, pode fazer nela "máim aĥaronim". 18 É permitido que se lave as mãos pelo amanhecer e condicione que lhe sirva esta lavagem para todo o dia, sem que necessite tornar novamente a lavar antes de cada vez que for comer, desde que não haja desviado disto sua consciência. Mas, caso haja perdido a consciência, precisa novamente fazer a cada vez que precisar lavagem de mãos. 19 Permite-se envolver as mãos em um lenço e comer pão ou coisas que estejam mergulhadas em líquidos, mesmo que não haja lavado as mãos. O que dá a outros a comer, não precisa [ele mesmo] a lavagem [ritual] das mãos. Mas, quanto ao que come, este precisa lavar suas mãos, mesmo que não toque nos alimentos, sendo alimentado por outro. A mesma lei é para quem come com garfo, que precisa lavar as mãos. 20 É proibido alimentar a alguém que não haja lavado as mãos, mesmo que seja outro o que põe o alimento em sua boca. E, é proibido desprezar a lavagem das mãos. Muitas ordenanças deixaram os Sábios em concernência ao lavar das mãos, admoestando sobre o mesmo. Mesmo que não tenha água suficiente para beber, deve usar parte dela para lavar as mãos, e em seguida comer, depois do que pode beber o outro pouco restante. 21 É preciso que enxugue suas mãos [após o lavar ritual], e somente depois disto pode comer. Todo o que come sem enxugar as mãos, é como quem come pão impurificado. Quanto a todo o que lavar as mãos após o alimento, [também] deve primeiramente enxugar, e somente depois bendizer. Imediatamente após lavar as mãos, deve empeçar a proferir bircat ha-mazon, sem interromper entre o lavar e bircat ha-mazon. Mesmo beber água é proibido, enquanto não bendizer bircat ha-mazon.|
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