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01 As bênçãos em geral principiam-se com a palavra
"Barukh",
e são seladas com
"Barukh", exceptuando-se a última bênção
da recitação do
"Chem'á", e toda bênção que for
anexa a outra, e a bênção pelos frutos, e as que a ela sejam semelhantes,
e as bênçãos concernentes ao cumprimento dos preceitos.
10 Todo preceito cujo feitio é o término de sua obrigatoriedade deve bendizer no momento em que for efetuado, e todo preceito para o qual haja outra ordem a ser cumprida, não se bendiz pelo mesmo senão ao cumprir a última ordenança do preceito. Como assim? - quem fizer uma sucá (Lv:23:34), preparar um lulav (Lv 23:40), fabricar um chofar, tsitsit, tefilin, ou mezuzá, não bendiz ao fazê-los "...acher qidechánu bemitsvotav vetsivánu la'assôt sucá!", "...lulav!", ou "...likhtov tefilin!", porquanto há após o feitio outra ordenança. Quanto, então, deve bendizer? - quando sentar-se na sucá, ao balançar o lulav, ao ouvir o toque do chofar, ao vestir-se com os tsitsit, no momento em que colocar os tefilin, ou quando fixar a mezuzá [no umbral]. Mas com respeito ao ma'aqê, no momento em que venha a principiar sua construção, deve bendizer "...acher qidechánu bemitsvotav, vetsivánu la'assôt ma'aqê!", e assim, tudo o que se assemelhe.
11 Todo preceito que vem de tempos em tempos, como por exemplo chofar, sucá e lulav, megilá e vela de ĥanucá, assim como todo preceito que é pertence da pessoa, como por exemplo tsitsit, tefilin, mezuzá e ma'aqê, e também todo preceito que não é permanente nem achado a todo tempo, como circuncisão e o resgate do filho, deve bendizer no momento em que cumpre "cheheĥeiánu". Se não bendisse "cheheĥeiánu" pela sucá ou lulav e similares no momento em que os fez, deve bendizer no momento em que cumpre com o preceito em si. Assim em todos os demais casos.
12 Tanto o que fizer para si mesmo, quanto o que fizer para outras pessoas, deve bendizer antes do momento do feitio "acher qidechánu bemitsvotav vetsivánu la'assôt...". Quanto à bênção "...cheheĥeiánu...", não pode bendizer, a não ser por preceito que haja feito para si póprio. Tendo perante si muitos preceitos, não pode bendizer por todas "acher qidechánu bemitsvotav vetsivánu 'al ha-mitsvôt!", senão por cada uma à parte.
13 Todo o que faz algum preceito, se para si próprio o fez, bendiz na forma verbal infinitiva. Se para outros, deve-se bendizer sobre a ação
14 Como assim? - ao vestir tefilin, bendiz "...lehaniaĥ tefilin!", ao envolver-se em tsitsit, bendiz "...lehit'atêf betsitsit!", ao sentar-se na sucá, bendiz "...lechêv bassucá!". Assim também, bendiz "lehadliq ner chelachabat!", e "...ligmor et ha-halel!". Se fixar a mezuzá em sua casa, bendiz "...liqbô'a mezuzá!", se fizer um "ma'aqê", bendiz "...acher qidechánu bemitsvotav, vetsivánu la'assôt ma'aqê!". Se separar terumôt e ma'asserôt para si próprio, bendiz "...lehafrich...", ao circucidar a seu filho [ele próprio], "...lamul et ha-ben!". Se degolar o seu [próprio] sacrifício "pêssaĥ", ou seu [próprio] sacrifício "ĥagigá", bendiz "...lichĥôt...". 15 Mas, caso fixe a mezuzá para outra pessoa, deve bendizer "...'al qevi'at mezuzá!", se fizer um "ma'aqê" para outra pessoa, deve bendizer "...'al 'assiat ma'aqê!", se separar terumá e ma'asserôt para outro, bendiz "...'al hafrachat terumá!"; se circuncidar ao filho de seu amigo, bendiz "...'al ha-milá!". Assim, todos os demais casos. 16 Se fizer um preceito para si próprio e para outros em conjunto - em tratando-se de preceito não obrigatório, deve bendizer sobre a ação. Por isto, [assim] bendiz sobre o 'eruv. Se for obrigatório, e intencionar em desobrigar-se a si mesmo e a outros por seu cumprimento, deve bendizer em forma verbal infinitiva. Por isto, bendiz-se "...lichmôa qol chofar!" 17 Após levantar o lulav, bendiz "...'al netilat lulav!", pois ao levantá-lo de seu lugar já cumpriu com o preceito. Mas caso bendiga antes de erguê-lo, bendiz "...litol lulav!", assim como "...lechêv bassucá!". Disto aprendes que todo o que bendiz após o cumprimento, bendiz pela ação realizada. Mas netilat iadáim e a degola, por serem semelhantes a coisas permissivas, mesmo que degole para si mesmo, deve bendizer "...'al ha-cheĥitá!" e "...'al kissúi ha-dam!" e "...'al netilat iadáim!" Do mesmo modo, bendiz-se "...'al bi'ur ĥamets!", seja no caso de verificação para si próprio, seja para outra pessoa, pois desde o momento em que decidiu sua anulação em seu coração, se desobrigara. Se realizara o preceito do "bi'ur" antes da verificação, conforme será esclarecido em seu devido lugar. 18 Tudo o que for "minhag", mesmo que for "minhag neviim", como o levantamento das folhas de salgueiro no sétimo dia da festividade, e nem é necessário dizer "minhag ĥakhamim", como a leitura do halel em roch ĥôdech e durante os dias intermediários do pêssaĥ, não se bendiz por eles. E assim, tudo o que te seja duvidoso se deve por tal feitio bendizer ou não, deve-se fazer tal coisa sem bendizer. Deve-se ter muito cuidado com o proferir bênção desnecessária, e cuidar em bendizer em quantidade as necessárias. Assim disse David: "A cada dia te bendigo..." - Sl 145:2|
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