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Capítulo 5

01 As mulheres e os escravos são obrigados em pertinência ao recitar do bircat ha-mazon, e há dúvida nisto se sua obrigação é proveniente da Torá, por ser um preceito para o qual não há tempo determinado, ou se não. Portanto, estes não podem [através de sua recitação] desobrigar aos maiores. Quanto aos menores de idade, são obrigados a recitar bircat ha-mazon por divrê sofrim, para que sejam educados no cumprimento dos preceitos. (Vale a pena ver Dt 6:7)

02 Esta é bircat ha-zimun: se forem os que comem em número entre três e dez, um deles diz: "Nevarekh cheakhalnu michelô!", e os demais respondem: "Barukh cheakhalnu michelô, uvtuvô ĥaínu!" E, [o que disse anteriormente] volta a dizer [o que todos disseram]: "Barukh cheakhalnu michelô, uvtuvô ĥaínu!" Em seguida, começa [a recitar], dizendo: "Barukh Atá Adonai, Elohênu Mêlekh ha-'Olam, ha-zan..." até concluir todas as quatro bênçãos, enquanto os demais [somente ouvem e] respondem "amén!" após cada uma das bênçãos. (V. a bênção transliterada)

03 Caso os que estejam na refeição sejam em número de dez ou mais, o "zimun" é feito com menção do Nome [de Deus]. Como assim? - o que profere a bênção, diz: "Nevarêkh lElohênu cheakhalnu michelô!" e os demais respondem: "Barukh Elohênu cheakhalnu michelô, umituvô ĥaínu!" O que bendiz torna a repetir, dizendo: "Barukh Elohênu cheakhalnu michelô, umituvô ĥaínu!" e principia a recitar bircat ha-mazon.

04 Quem come em casa de recém casados, a partir do momento no qual principiam a ocupar-se da refeição conubial concernente a seu preparo até trinta dias após o casamento, bendiz: "Nevarekh chehassimeĥá bime'ono, cheakhalnu michelô!" - e respondem: "Barukh chehassimeĥá bime'ono, cheakhalnu michelô, uvtuvô ĥaínu!" - e [o oficiante] torna a dizer: "Barukh chehassimeĥá bime'ono, cheakhalnu michelô, uvtuvô ĥaínu!" Em caso de haverem dez pessoas, diz: "Nevarekh lElohênu chehassimeĥá bime'ono, cheakhalnu michelô!" - e respondem: "Barukh Elohênu chehassimeĥá bime'ono, cheakhalnu michelô, uvtuvô ĥaínu!" - e ele torna a dizer: "Barukh Elohênu chehassimeĥá bime'ono, cheakhalnu michelô, uvtuvô ĥaínu!" E, assim se procede em concernência a toda refeição após o casamento, se for feita em conexão ao casamento, até doze meses, bendizendo: "...chehassimeĥá bime'ono..." .

05 Todos são obrigados em pertinência ao bendizer o "zimun", assim como são obrigados para com "bircat ha-mazon", mesmo cohanim ao comer qodchê qodachim no átrio do Templo. Do mesmo modo, cohanim e israelitas [comuns] que comerem juntos a um tempo, e comerem os cohanim terumá e os israelitas ĥulin, são obrigados a efetuar o zimun. Mulheres e crianças são obrigadas a fazer o "zimun", assim como são obrigadas para com bircat ha-mazon.

06 Mulheres, escravos e crianças, não se faz com eles zimun, mas sim, eles fazem entre si mesmos. E não em grupo de mulheres escravos e crianças em conjunto, devido à imoralidade, senão mulheres à parte, escravos à parte e crianças à parte. Somente [difere do zimun dos homens no fato de que] não podem fazer "zimun" com o Nome de Deus. O andrógeno bendiz o "zimun" para sua própria espécie, mas não pode fazê-lo nem para homens, nem para mulheres, por ser dúbio [se é homem ou se é mulher]. Quanto ao "tumtum", não pode este fazer "zimun" de modo algum.

07 O menor que sabe para quem faz-se o "zimun", faz-se o zimun com ele, mesmo que tenha a idade de sete anos, ou oito. E toma parte do quórum de três ou de dez, para que haja zimun consigo. Quanto ao estranho, não se faz com ele o "zimun".

08 Não se faz "zimun" senão com quem comer um kezáit de pão, ou mais que isto. Sete que comerem pão, e três que comerem em sua companhia verduras ou caldo, ou semelhantes, se ajuntam para que o "zimun" seja feito em [enaltecimento do] Nome de Deus. Isto, desde que seja o que bendiz dentre os que comeram pão. Se seis comerem pão e quatro verduras, não se juntam [para que haja zimun em dez], até que seja o nú,mero dos que comem pão reconhecidamente a maioria [absoluta]. Em que caso? - em número de dez, mas caso sejam três os que comem, deve cada um comer um kezáit de pão, e somente então poderão fazer "zimun".

09 Dois que comeram [juntos] e já terminaram, vindo um terceiro a comer, se puderem comer com ele qualquer quantia, mesmo de demais alimentos, une-se este [que chegara] a eles. O mais sábio dentre os que comem em conjunto é o que bendiz por todos, mesmo que não haja vindo, senão por último.

10 Três que comeram juntos isocronamente, não têm permissão para se dividirem, assim também quatro, ou cinco. Seis, dividem-se, até que sejam número de dez. Dez, não podem dividir-se, até que sejam vinte. Toda vez em que se dividirem-se seja o zimun para qualquer dos grupos como o zimun de todos em conjunto, podem dividir-se.

11 Três pessoas oriundas de três grupos de três, não estão permitidos de dividir-se - e, se cada um deles já efetuou o "zimun" em seu [próprio] grupo, podem dividir-se, e não são obrigados para com o "zimun", pois já fizeram-no por eles. Quanto a três que comem em conjunto, mesmo trazendo cada um seu próprio alimento, não estão permitidos de separar-se.

12 Dois grupos que comem numa única casa, se vêem uns aos outros, ambos os grupos se unem para o "zimun" em conjunto. Se não se vêem, cada grupo faz o "zimun" para si próprio. Se, porém, houver uma pessoa servindo entre eles, de um grupo para outro, unem-se para um único "zimun". Isto, desde que possam ouvir ambos os grupos o que diz o que bendiz [em voz alta por todos] claramente.

13 Três que comeram juntos, e um deles saíra à rua, chamam-no, para que seja apto a ouvir o que dizem, e fazem o "zimun" com ele estando ele ali na rua, e desobriga-se. Ao tornar a seu lugar, deve bendizer bircat ha-mazon para si próprio. Quanto a dez pessoas que comeram em conjunto, se saíra um dentre eles, não podem fazer o "zimun" até que este torne e sente-se em seu lugar, em companhia dos demais.

14 Três que comerem juntos, se um deles adiantar-se e bendizer para si póprio, [os outros dois restantes] fazem com ele o "zimun", e desobrigam-se. Ele porém, não se desobriga neste "zimun", pois não há "zimun" ao contrário.

15 Dois que comerem juntos, cada um bendiz por si próprio. Se for o caso de um que sabe bendizer e outro que não, o que sabe, bendiz em voz alta, e outro responde "amén!" após cada bênção, e se desobriga. O filho pode bendizer pelo pai, e o escravo por seu senhor, e a mulher por seu esposo, e se desobrigam. Mas, disseram os Sábios: "Que venha maldição sobre quem bendiz sobre ele sua esposa ou seus filhos!"

16 Em que caso se desobrigam? em que não se acham satisfeitos após o comer [pão], que então são obrigados a bendizer por divrê soferim, pelo que um menor, um escravo ou uma mulher podem desobrigá-lo. Mas caso haja comido e se fartado, incorre em obrigação de bendizer pela Torá, pelo que não pode nem mulher e nem menor bendizer por ele, desobrigando-o, pois todo o que é obrigado com qualquer coisa pela Torá, não pode desobrigá-lo senão o que é obrigado com aquela mesma coisa pela Torá.

17 O que chega a outras pessoas e encontra-os bendizendo o "zimun", se chegar no momento em que o que o oficiante diz "nevarekh...!", diz: "Barukh, umevorakh!" Se, porém, chegou no momento, que os que comem respondem "Barukh cheakhalnu...!" deve responder após eles [simplesmente] "amén!"


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