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01 As mulheres e os escravos são obrigados em pertinência ao
recitar do bircat ha-mazon,
e há dúvida nisto se sua obrigação é proveniente
da Torá, por ser um preceito para o qual
não há tempo determinado,
ou se não. Portanto, estes não podem
[através de sua recitação]
desobrigar aos
maiores. Quanto aos
menores de idade,
são obrigados a recitar
bircat ha-mazon por
divrê sofrim, para que sejam
educados no cumprimento dos preceitos.
(Vale a pena ver Dt 6:7)
02 Esta é
bircat ha-zimun: se forem os que comem em número
entre três e dez, um deles diz:
"Nevarekh cheakhalnu michelô!", e os demais
respondem:
"Barukh cheakhalnu michelô, uvtuvô ĥaínu!"
E, [o que disse anteriormente] volta a dizer [o que todos disseram]:
"Barukh cheakhalnu michelô, uvtuvô ĥaínu!"
Em seguida, começa [a recitar], dizendo:
"Barukh Atá Adonai, Elohênu Mêlekh ha-'Olam, ha-zan..."
até concluir todas as quatro bênçãos, enquanto os demais
[somente ouvem e] respondem
"amén!" após cada uma das bênçãos.
(V. a bênção transliterada)
03 Caso os que estejam na refeição sejam em número de dez ou mais, o "zimun" é feito com menção do Nome [de Deus]. Como assim? - o que profere a bênção, diz: "Nevarêkh lElohênu cheakhalnu michelô!" e os demais respondem: "Barukh Elohênu cheakhalnu michelô, umituvô ĥaínu!" O que bendiz torna a repetir, dizendo: "Barukh Elohênu cheakhalnu michelô, umituvô ĥaínu!" e principia a recitar bircat ha-mazon.
04 Quem come em casa de recém casados, a partir do momento no qual principiam a ocupar-se da refeição conubial concernente a seu preparo até trinta dias após o casamento, bendiz: "Nevarekh chehassimeĥá bime'ono, cheakhalnu michelô!" - e respondem: "Barukh chehassimeĥá bime'ono, cheakhalnu michelô, uvtuvô ĥaínu!" - e [o oficiante] torna a dizer: "Barukh chehassimeĥá bime'ono, cheakhalnu michelô, uvtuvô ĥaínu!" Em caso de haverem dez pessoas, diz: "Nevarekh lElohênu chehassimeĥá bime'ono, cheakhalnu michelô!" - e respondem: "Barukh Elohênu chehassimeĥá bime'ono, cheakhalnu michelô, uvtuvô ĥaínu!" - e ele torna a dizer: "Barukh Elohênu chehassimeĥá bime'ono, cheakhalnu michelô, uvtuvô ĥaínu!" E, assim se procede em concernência a toda refeição após o casamento, se for feita em conexão ao casamento, até doze meses, bendizendo: "...chehassimeĥá bime'ono..." . 05 Todos são obrigados em pertinência ao bendizer o "zimun", assim como são obrigados para com "bircat ha-mazon", mesmo cohanim ao comer qodchê qodachim no átrio do Templo. Do mesmo modo, cohanim e israelitas [comuns] que comerem juntos a um tempo, e comerem os cohanim terumá e os israelitas ĥulin, são obrigados a efetuar o zimun. Mulheres e crianças são obrigadas a fazer o "zimun", assim como são obrigadas para com bircat ha-mazon. 06 Mulheres, escravos e crianças, não se faz com eles zimun, mas sim, eles fazem entre si mesmos. E não em grupo de mulheres escravos e crianças em conjunto, devido à imoralidade, senão mulheres à parte, escravos à parte e crianças à parte. Somente [difere do zimun dos homens no fato de que] não podem fazer "zimun" com o Nome de Deus. O andrógeno bendiz o "zimun" para sua própria espécie, mas não pode fazê-lo nem para homens, nem para mulheres, por ser dúbio [se é homem ou se é mulher]. Quanto ao "tumtum", não pode este fazer "zimun" de modo algum. 07 O menor que sabe para quem faz-se o "zimun", faz-se o zimun com ele, mesmo que tenha a idade de sete anos, ou oito. E toma parte do quórum de três ou de dez, para que haja zimun consigo. Quanto ao estranho, não se faz com ele o "zimun". 08 Não se faz "zimun" senão com quem comer um kezáit de pão, ou mais que isto. Sete que comerem pão, e três que comerem em sua companhia verduras ou caldo, ou semelhantes, se ajuntam para que o "zimun" seja feito em [enaltecimento do] Nome de Deus. Isto, desde que seja o que bendiz dentre os que comeram pão. Se seis comerem pão e quatro verduras, não se juntam [para que haja zimun em dez], até que seja o nú,mero dos que comem pão reconhecidamente a maioria [absoluta]. Em que caso? - em número de dez, mas caso sejam três os que comem, deve cada um comer um kezáit de pão, e somente então poderão fazer "zimun". 09 Dois que comeram [juntos] e já terminaram, vindo um terceiro a comer, se puderem comer com ele qualquer quantia, mesmo de demais alimentos, une-se este [que chegara] a eles. O mais sábio dentre os que comem em conjunto é o que bendiz por todos, mesmo que não haja vindo, senão por último.10 Três que comeram juntos isocronamente, não têm permissão para se dividirem, assim também quatro, ou cinco. Seis, dividem-se, até que sejam número de dez. Dez, não podem dividir-se, até que sejam vinte. Toda vez em que se dividirem-se seja o zimun para qualquer dos grupos como o zimun de todos em conjunto, podem dividir-se.
11 Três pessoas oriundas de três grupos de três, não estão permitidos de dividir-se - e, se cada um deles já efetuou o "zimun" em seu [próprio] grupo, podem dividir-se, e não são obrigados para com o "zimun", pois já fizeram-no por eles. Quanto a três que comem em conjunto, mesmo trazendo cada um seu próprio alimento, não estão permitidos de separar-se.
12 Dois grupos que comem numa única casa, se vêem uns aos outros, ambos os grupos se unem para o "zimun" em conjunto. Se não se vêem, cada grupo faz o "zimun" para si próprio. Se, porém, houver uma pessoa servindo entre eles, de um grupo para outro, unem-se para um único "zimun". Isto, desde que possam ouvir ambos os grupos o que diz o que bendiz [em voz alta por todos] claramente.
13 Três que comeram juntos, e um deles saíra à rua, chamam-no, para que seja apto a ouvir o que dizem, e fazem o "zimun" com ele estando ele ali na rua, e desobriga-se. Ao tornar a seu lugar, deve bendizer bircat ha-mazon para si próprio. Quanto a dez pessoas que comeram em conjunto, se saíra um dentre eles, não podem fazer o "zimun" até que este torne e sente-se em seu lugar, em companhia dos demais.
14 Três que comerem juntos, se um deles adiantar-se e bendizer para si póprio, [os outros dois restantes] fazem com ele o "zimun", e desobrigam-se. Ele porém, não se desobriga neste "zimun", pois não há "zimun" ao contrário. 15 Dois que comerem juntos, cada um bendiz por si próprio. Se for o caso de um que sabe bendizer e outro que não, o que sabe, bendiz em voz alta, e outro responde "amén!" após cada bênção, e se desobriga. O filho pode bendizer pelo pai, e o escravo por seu senhor, e a mulher por seu esposo, e se desobrigam. Mas, disseram os Sábios: "Que venha maldição sobre quem bendiz sobre ele sua esposa ou seus filhos!" 16 Em que caso se desobrigam? em que não se acham satisfeitos após o comer [pão], que então são obrigados a bendizer por divrê soferim, pelo que um menor, um escravo ou uma mulher podem desobrigá-lo. Mas caso haja comido e se fartado, incorre em obrigação de bendizer pela Torá, pelo que não pode nem mulher e nem menor bendizer por ele, desobrigando-o, pois todo o que é obrigado com qualquer coisa pela Torá, não pode desobrigá-lo senão o que é obrigado com aquela mesma coisa pela Torá. 17 O que chega a outras pessoas e encontra-os bendizendo o "zimun", se chegar no momento em que o que o oficiante diz "nevarekh...!", diz: "Barukh, umevorakh!" Se, porém, chegou no momento, que os que comem respondem "Barukh cheakhalnu...!" deve responder após eles [simplesmente] "amén!"|
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